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PREPARE-SE, ISTO É INÉDITO!

DECORAR PRÁ QUÊ?

O atual ensino da Química nas escolas não é o que se deseja, nem na forma de ensinar nem no conteúdo. A forma é inadequada por que passa a ilusão do conhecimento absoluto e eternamente estabelecido, não procurando mostrar a relatividade dos fatos e a correlação entre eles. É inadequado o conteúdo porque gasta-se muito tempo com assuntos de pouco interesse. A capacidade criativa e o espirito crítico são pouquissimos incentivados.

Podemos até dizer que, na realidade, são bloqueados.


 

CRONOLOGIA DAS FÓRMULAS

As fórmulas constituem o meio mais simples e inconfundível para designar os compostos inorgânicos. São essenciais no estabelecimento das equações químicas. Seu uso é particularmente indicado na designação de substâncias de composição complexa, bem como na descrição de procedimentos químicos de modo a evitar a possibilidade de falsas interpretações. Entretanto, não se recomenda o seu uso generalizado, embora, em certas circunstâncias, se possa preferir uma fórmula a um nome de pronúncia difícil.

1. Relações Estequiométricas

Experimentalmente constatou-se que a eletrólise de 100gramas de água produz 11,11gramas de gás hidrogênio e 88,89gramas de gás oxigênio.

2. Fórmula Ponderal: mostra a porcentagem de cada elemento na substância

Baseado nos dados estequiométricos chegamos a fórmula ponderal da água.

Hidrogênio: 11,11 gramas por 100gramas = 11,11%

Oxigênio: 88,89 gramas por 100gramas = 88,89%

H11,11%O88,89%

3. Fórmula Miníma: mostra a proporção entre os elementos

A criação da escala de massas atômicas possibilitou calcular a proporção entre os elementos que compõe a fórmula ponderal.

Cálculo para o hidrogênio: 11,11% dividido por 1,0 = 11,11

Cálculo para o oxigênio: 88,89 dividido por 16,0 = 5,55

Dividindo os dois valores pelo menor teremos;

11,11 dividido por 5,55 = 2

5,55 dividido por 5,55 = 1

A fórmula miníma da água esta na proporção de dois hidrogênios para um oxigênio.

H2O

Esta fórmula não conseguiu o objetivo de identificar cada substância, pois existem substâncias diferentes com fórmulas minímas iguais.

Ex: benzeno => C6H6 e gás etino => C2H2, a proporção entre seus hidrogênios e carbonos é de 1 para 1, logo suas fórmulas minímas são C1H1.

4. Fórmula Molecular: mostra a quantidade de cada elemento

Para calcular a quantidade de cada elemento foi necessário o cálculo da massa molecular ou molar da substância. Este cálculo foi feito experimentalmente usando as propriedades coligativas.

Ex 1: benzeno de fórmula miníma C1H1apresenta massa igual a 13 e sua massa molecular é igual a 78 que é seis vezes maior, ou seja apresenta seis vezes mais átomos que a minima, logo sua fórmula molecular é C6H6.

Ex 2: o gás etino de fórmula miníma C1H1apresenta massa igual a 13 e sua massa molecular é igual a 26 que é duas vezes maior, ou seja apresenta duas vezes mais átomos que a minima, logo sua fórmula molecular é C2H2.

A descoberta dos isomeros mostrou que a fórmula molecular não era suficiente para caracterizar cada substância. Este problema originou o estudo das fórmulas estruturais para diferenciar as substâncias e para este estudo os modelos de ligações químicas foi indispensável.

5. Fórmula Estrutural: mostra a estrutura plana das fórmulas usando o conceito de ligação química.

Ex: o etanol e o éter dimetilico tem fórmula molecular igual a C2H6O, mas o etanol é liquido e o éter é gás, ou seja apresentam propriedades físicas e químicas diferentes.

Etanol => CH3-CH2-OH

Éter Dimetílico => CH3-O-CH3

Este tipo de fórmula originou as funções orgânicas: hidrocarbonetos;

álcoois; éteres; cetonas, aldeídos, ácidos carboxílicos, ésteres, etc.

6. Fórmula Espacial: mostra as fórmulas no espaço em três dimensões.

Substâncias que apresentam todos os tipos de fórmulas anteriores iguais, mas propriedades diferentes devem possuir alguma diferença. Este tipo de problema originou a isomeria óptica (dextrógiro e levógiro) e isomeria geométrica (Cis e Trans), para explicar suas diferenças.

 


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